quarta-feira
"Eu disse que sonharia com você, apenas pela certeza de que sua imagem linda, clara, fascinante, jamais sairia da minha cabeça. Ao me deitar eu estava pensando em ti, eu não sei se é sonho, eu não sei mesmo o que acontece, mas eu te sinto sempre, até enquanto durmo, sinto seu toque, sua voz, seu sorriso. Sinto e vejo tudo, meu misto de sonho e realidade, por que demorou tanto pra chegar? Eu guardei um sonho bom pra ti, essa noite toda, foi perfeita, eu estive com você, da forma mais incrível, toquei seu coração, te dei o meu e recebi o seu. Ao amanhecer sua imagem continuava nítida em minha mente, meio sonolenta acabei despertando pelo vibrar do celular e era você. E tem sido você e vai continuar sendo você. Por tanto tempo eu quis e então você chegou."
domingo
Doce Solidão.
Posso estar só
Mas, sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah, nem! Ah, não! Ah, nem dá!
Solidão, foge que eu te encontro
Que eu já tenho asa
Isso lá é bom, doce solidão?
sexta-feira
quinta-feira
Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada "impulso vital". Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de "uma ausência". E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- ... mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca ...
segunda-feira
domingo
E.
Dói dormi com o coração pesado, sufocante. Sim sufocante. Escrevo aqui pra tentar por pra fora o que não cabe mais dentro. Escutar Coldplay é o sintoma exato de tristeza não é?
Um dia escrevi um texto eternizando uma data, 31 de julho. Passados exatamente 1 semana escrevo esse novo texto tentando matar o que queria ser eternizado.
Sim, laços são desfeitos. Eles não tem nenhuma obrigação de serem eternizados, ninguém assinou contrato e nenhum de nós fizemos juras.
Sim, era só pra somar. Pra fazer bem, pra compartilhar sonhos, medos,traumas, pra ver o mundo mais bonito.
Sem rótulos, nem distinção, sem nomes...
Definitivamente tu não é meu outro " eu". Meu outro eu tem coração, tem amor, tem sonhos, tem carinho. Meu outro eu não diminui ninguém nem coloca o silêncio acima das palavras .
Tu não me enganou, eu me enganei.
Tu não é fofo, tu não é doce, tu não é lindo.
Tu é o inverso de tudo que possa parecer leve e bom.
Adeus,
Decidir ir embora, estou partindo.
Estou colocando tudo na mala. Meu dvd Los Hermanos, cd ok Computer e aquele MP3 coração que lari me deu. Dois blocos de anotação em branco, dois lápis preto bem apontado e nenhuma borracha. Nenhum medo, nenhuma nostalgia. Quero carregar comigo só tudo isso que podermos ser . Um. O outro. Dois apaixonados pela vida, pelo sentimento, simples pelos desencontros do acaso, dois poetas silenciosos que se perderam e se encontraram em uma troca de palavras numa sala deserta e cheia, num final de tarde com chuva fina. Tenho que partir porque minha alma tem dessa de seguir, tem dessa de ficar palpitando em chamas quando é alardeada pelos percalços da vida, do destino, das cobranças e do sufoco desnecessário que apetece o peito despreparado para o amor que é apenas pleno.
Tenho que ir pra ver nos entendemos em caminhos contrários, pra ver se consegue sentir minha saudade. Pra ver se sua mão também sente o mesmo vazio que as minhas.
Dou adeus pra ver se você aceita o afeto que sinto e transformo em palavras.
Esse afeto que vai, este querer bem que vem.
Não sei quando volto - e nem sei se deveria voltar - mas espero de você o sorriso, a compreensão, um beijo de despedida encostado na promessa que nos veremos de novo um dia, dirigindo para cima, escondendo para baixo, cortando a cidade, descobrindo caminhos.
Ver aquele nascer do sol que ainda não chegou a ser conhecido. Espero aquele cd feito com coração que foi prometido ser sentido em uma sexta. Aquele dvd do Arnaldo Antunes, que combinamos de assistir juntos.
Iria chorar e apertar tua mão quando escutasse " meu peito é uma porta que ninguém vai atender". Agora tenho que partir para não deixar de ser eu - para ver se nos entendemos na complexidade de você me aceitar como sou. Inconstante, emoção, coração, efêmera. E eu compreender que seu silêncio seja realmente você. E que finalmente encontrasse resposta pra minha única pergunta.
Sabe..
Eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que gostar era só conseguir ver , e desgostar era não conseguir mais ver.
Tem sido realmente estranho. As buscas, as perguntas e as respostas. As cartas que andei assinando para ver se silencio um pouco da confusão da minha mente que tenta por si só criar perguntas e responde-las por ti e por mim... Mania louca essa de criar justificativas pra tudo e de querer ter essas respostas. De no fim, lá no fundo do abismo acreditar que tua maior qualidade seja mesmo tua sinceridade e escutar de ti a verdade não essa que fico imaginando com o silêncio, mas a que tá no coração, lá dentro. Não aquela verdade de obrigação, mas aquela que tu sente que é preciso. Como eu fiz ontem e como tô fazendo agora.
Não tenho coração pra isso, essas incertezas me faz perder noção de tempo e espaço e me faz falar de mim e me faz te convidar pra perto e me faz sentir raiva de mim por ter pedido de novo e de novo e de novo. Viver é realmente estranho, relação humana é realmente triste.
É que as pessoas e principalmente você não compreende que a liberdade é uma promessa que nos prende em uma busca injustificada. Não sou feliz sozinha. Mas também nunca encontrei a felicidade de um amor tranquilo. Porque gostar de alguém só foi bom, até agora, quando a tormenta dobrou meu barco. Quando não tive para onde ir. Quando o tempo tirou minha âncora, minhas certezas, meus planos e objetivos sinceros e calculados. Quando me senti uma marinheira, só. Perdida no vazio da noite, mas com a certeza quente e reconfortante de que alguém estava me esperando lá atrás no porto. Mas agora eu aprendi a partir - a despedir e a chegar. E não me sinto mais uma estranha, no meio de um mundo tão... tão estranho.
Conforme escutei uma vez, " quando as coisas viram estranhas, o estranho vira profissional".
Hoje, com toda modéstia, eu sou sim uma profissional nesta arte de estranhar o vento. Por mais que tenha me permitido voar, por mais que você tenha me dito que dessa vez não iria gostar sozinha. Por mais que tenha fechado os olhos pro medo e pro passado com filmes e histórias triste.
Talvez voltemos a sonhar um dia,
talvez..
talvez não me sinta mais usada...
Talvez o filme de ontem tenha razão, pessoas diferentes tem atitudes diferentes mesmo que essas atitudes seja nos entristecer com a verdade. Talvez Raquel tenha razão a diferença tá na minha cabeça.. pessoas são iguais.
Agora estou na estrada, e agora sei voar. Continuo viva, leve e solta. Escrevendo coordenadas e inventado direções. Amor e medo.
Se o tempo agora é estranho é bom que a gente saiba por onde caminhar e, agora eu sei exatamente pra onde devo ir.Vou caminhando, dessa vez escutando Arnaldo Antunes, " longe"
Não, não... minha dramacidade do dia pede Los Hermanos, " pois é".
deixa...
Não beibe, não vem com essa. Não vem controlar meus impulsos, meus pensamentos . Não vem controlar minhas palavras e o enredo dessa história. Ela é minha. Eu sei que tudo não passou de uma distração da vida, do olhar. Tá tudo bem. Não se importe com o coração quebrado e nem com lágrimas. É tudo tão sem sal que nem arde. É apenas charme, boy.
Entenda, esse choro sempre carrego no rosto , escondido do sorriso frouxo. É disfarce do coração bobo de menina grande.
E vai ficando tranquilo porque não há cicatriz e se ficar escondo com base. Toda mulher conhece esses truques que acaba escondendo as imperfeições.
A leveza do toque, a troca de olhares. A tentativa de viver no raso, ainda dificulta minha respiração. É lenta essa troca de identidade, é absurda, não existe regras. E por isso abro mão da felicidade. Porque é maior essa força que me empurra para o vazio. É nesse oco do peito que a falsa alegria fez sua moradia deserta.
Deixa meu peito sangrar, beibe. Deixa sair aquilo que teima em ficar. Ando subornando lágrimas, congelando idéias e agora sacrificando meu silêncio. É tarde, boy. Desconectei da vida on line, pausei meu ouvido no play da minha loucura e deixa ser. Não posso criar essa dor, nem alimentá-la ao meu lado por mais uma semana. Mas a hora é de entrega, ainda tenho que sofrer. Insisto na miséria de sentimentos porque não estou pronta para abrir a promessa que fiz dentro de mim, não hoje meu bem. Mesmo que teus passos reservem alguma esperança e me prove que sou realmente extremista por demais. Eu juro. Não quero seguir e nem acreditar. Já atirei pra longe todos os monstros que vieram junto esse encontro de faz de conta. Não dá pra tolerar. Não preciso descobrir detalhes sobre tua forma de pensar. Acredito apenas na sua dupla personalidade, nessa tua dupla bipolaridade. E todos esses tijolos amontoados sobre a minha cabeça ainda são teus. Guardei um a um pra te mostrar o muro de solidão que construir com tua constante ausência e a falta da verdade. Tá vendo esse sangue espalhado no chão? Foi você que derramou. Me disse que poderia pisar nos cacos, me fez dá o segundo passo e quando notei meu pé tava cortado. E essas pedras? Tá vendo! São tuas. Atiro em sua direção mas não acerto nenhuma, e isso vai ver que é de propósito, quem quer bem não machuca, não mesmo.
sexta-feira
quinta-feira
Das cartas que nunca mandarei...
Eu não sei o que me incomoda, até começar minhas lembranças pelas palavras ditas, os beijos, o pedido de cuidado, e o meu coração retalhado de saudade. Essas lembranças dançando em silêncio pelas músicas que te mandei naquele cd confuso. Dá até um arrepio sem jeito no peito, ouvindo devendra banhart , imagino você agora com cara de sono assobiando um trecho errado de Freely. ou de qualquer música que mechem tanto comigo. Eu poderia agora criar uma playlist de músicas que me faz pensar em você, de como me sentir quando você chegou de surpresa destruindo toda a minha mania louca de controlar até meus sentimentos. De como me sentir quando sussurrava, do quanto fui me sentindo livre e querendo abrir os braços pra levantar vôo por que me sentir leve. LEVE, LEVE, LEVE . FREELY! De como me sinto agora com o que sobra até o momento, as lembranças e o silêncio. Sou intensa o bastante a ponto de colocar faísca pra vislumbrar como num filme a exatidão da chegada e da partida. Talvez tudo isso foi apenas um pretexto rápido teu, uma necessidade minha de querer me sentir viva de novo. Algo que estava adormecido em algum canto do peito. Em 3 dias descobri em mim toda a saudade que sofre uma pessoa, toda a verdade que não se encaixa em palavras, em versos, mesmos estes que andam por aí desarmadamente sinceros. Agora meu silêncio tem nome, nobre desabandono do meu coração solitário, que desanda a andar sem pressa. É assim como se fosse uma espécie de encontro do desencontro perfeito, eu e você que andamos tanto sempre nas horas trocadas, erradas, cedo ou tarde demais. E mesmo que as horas e os dias nunca consigam entrar em eixo, mesmo que o tempo lá fora seja maior e mais devorador que o tempo daqui de dentro . Mesmo que tudo se quantifique em como estamos agora, não há nada mais pra você fazer. Você já fez tudo. Já tenho memória sua que durarão pra sempre. Se eu tivesse um desejo, seria que sua vida desse a você o gosto de alegria que você me deu. Que você sinta o gosto de se sentir bem e feliz fazendo alguém feliz. Vão dizer que tudo isso é amor, paixão. Que tudo isso só poderia terminar em um clamando pelo outro de vontade, que tudo isso é bobagem ou sacanagem do destino. Mas eu digo que é só música, meu bem. A minha música que eu também te dei tocando ao fundo, de novo. Pela sexta vez desde que comecei esse texto.
Agora declaro greve aos meus textos recheado de saudade, declaro greve a essas músicas que me remetem há um domingo e uma segunda que só me traz lembranças e me prende de saudade. Tá declarado a guerra.
E carrego desde então o perfume que ficou no nosso desengano. Nunca vai ter fim e esse estará sempre aqui tocando. Lembra de como quantifiquei o meu querer bem por você?
"Todos os arrepios do mundo."
Declarado a guerra, se quiser a paz.. Vem!
Com amor.
B.
Santa chuva.
Vai chover de novo, deu na tv que o povo já se cansou de tanto o céu desabar, E pede a um santo daqui que reza a ajuda de Deus, mas nada pode fazer se a chuva quer é trazer você pra mim, Vem cá que tá me dando uma vontade de chorar, Não faz assim, não vá pra lá, meu coração vai se entregar à tempestade Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu? Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez? Cadê aquela outra mulher? Você me parecia tão bem, A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar, Quem foi que te ensinou a rezar? Que santo vai brigar por você? Que povo aprova o que você fez? Devolve aquela minha tv que eu vou de vez, Não há porque chorar por um amor que já morreu, Deixa pra lá, eu vou, adeus. Meu coração já se cansou de falsidade.
quarta-feira
Eu quero descansar no teu peito o cansaço dessa vida e o peso de ter que ser alguém. Eu já não sei o que faço meu bem nem o que farei. Mas se você quiser e vier pro que der e vier comigo, eu posso ser o seu abrigo mas e se você não quiser eu posso ser um qualquer inimigo. Mas só quero que saiba meu bem esteja sempre comigo. Eu quero encontrar a minha paz que eu já não sei dos perigos que essa vida me traz.Só sei que a gente inventa amor,e dor e tudo que nos satisfaz. E se você quiser e vier pro que der e vier comigo. Eu posso ser o seu abrigo mas e se você não quiser me nego à todo e qualquer castigo. Mas só quero que saiba meu bem.Te levo sempre comigo.
segunda-feira
Quero te levar comigo, mesmo que isso não faça assim tanto sentido para quem acabou de se conhecer, de se encontrar por aí . Quero você por perto quando acordar e me encarar no espelho, sentir minhas palavras conversando com as suas, e escutar uma parte do seu corpo me implorando para ficar. Eu quero ir e não quero precisar te deixar.
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