domingo

Dentro do furacão.

Tô cansada de abrir caminhos, de escutar. De tá sempre disposta pra ouvir, de atender o celular a qualquer hora da madrugada e escutar silêncios, choros e dizer que tudo vai passar.Cansada de ser sempre humana , de estender a mão. De escutar, de ajudar. Cansada de ser colocada de lado quando a tempestade passa, quando o coração cicatriza ,quando a música muda.
Sou apenas boa e humana pra dor ? Não sou boa pra tá perto, tá junto quando o momento é só pra rir ?
Não, eu não devo ser. Nesse momento meu numero é esquecido e meu nome não é lembrado.
De que vale mesmo o mundo?
De que são mesmo feito as pessoas?

Das coisas...

Jefferson.

É a primeira vez que escrevo pra você. Todos os homens que entraram na minha vida ganharam um texto embora nenhum deles mereciam. Mas hoje preciso te falar,hoje depois de tantas voltas, de tantos beijos roubados e já esquecidos.Sim, esquecidos!
Escrevo porque preciso serestar essa melodia, poesia mendiga de um alcoólatra sujo na porta de um bar qualquer. Escrevo porque preciso, por que meu desabafo são escritos porém nunca ditos. Dessa vez os quero musicados, recheados de notas. Dó - ré - mi - fá.
Poderia também musica-los em cantigas de circo. Você sempre foi muito melhor que Patati e Patatá.
Esqueci até a razão da qual comecei esse texto, respirei 3 vezes , os sentimentos falam.
Mas que sentimentos ? Quais ? Onde ?
Meu bem, não vejo sentido em nada  que não tenha poesia.  Então, não há sentido em continuar esse texto. Não tem rima, não tem música, não há.
Fim.



Se todos os caminhos me levassem ao seu abraço...

 P/S: Pra você que me contou o mistério dos vaga-lumes e me ensinou que no escuro continuamos iguais.

"... Eu finjo ter paciência".

Sim, eu sou louca. E a vida é esse universo que inspira, brilha, conforta e ao mesmo tempo chama pra loucura, rebeldia de amar, elucidar, enganar. E eu vivo - vivido - vivendo.




quinta-feira

Brunna, você ainda tem coração.

Por um segundo, por um milésimo tinha esquecido o que é sentir um nó no peito por conta de alguém.
Alguém que não sei nada ou quase nada, mas que consegue ser um tudo sem dizer uma simples palavra.
Que me arrancou sorrisos que há muito tempo tinha esquecido, sorriso assim leve, calmo, sereno.. sorrir por sorrir.
Tinha esquecido também do gosto bom que é dormir pensando em alguém e acordar pensando na mesma pessoa com aquela sensação de presença mesmo na ausência.
Não sei o que vivemos , só sei o que nos tornamos agora. De um laço, um nó.
Um nó forte, apertado, angustiante.
Não sei ainda lidar com sentimentos assim, pesados. Me sufoca, me deixa sem ar...  respirando pesado.
Nada como uma cerveja, um cigarro pra me devolver a paz e a leveza.