segunda-feira
sábado
Ir, somente ir...

viajar! perder países!
ser outro constantemente, por a alma não ter raízes
se viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
ir em frente, ir a seguir a ausência de ter um fim,
e a ânsia de o conseguir!
viajar assim é viagem.
mas faço-o sem ter de meu,mais que o sonho da passagem.
o resto é só terra e céu.
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Uma carta
Querido Whisky, Preciso de você esta noite. De você e do sabor forte nos meus lábios, do riso descontrolado, da pulsação a 1000, preciso que me relembres como o espírito aquece e a alma se esquece de todas as coisas que conseguem queimar mais do que você.
A impulsividade sempre ferveu os meus dias e noites, mas agora que falo nisso...
porque já nada ferve?
quarta-feira
segunda-feira
Na terra do coração
quarta-feira
sexta-feira
quarta-feira
Não, não pense.
(...) Não, não pense que é sempre bom, não sou a-toda-boa, a toda alegre o tempo todo, a toda amorosa constantemente. Eu sou estranha, tenho gestos e pensamentos e encarnações e neuras e filosofias viajantes e temperamento salgado e toda uma série de e's que não consigo ajustar aqui, agora, pra você, talvez por não saber ajustá-los nem pra mim. Mas deixa isso tudo pra lá, eu e a minha estranhice, estranheza, estranhagem, estranhamento, estranhação. Estranha ação. É isso aí, sou cheia de estranhas ações. Uma delas é tentar explicar o sentido de uma coisa que nem sentido faz.
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