domingo

Simples

Não quero que você esqueça do dia de hoje, 31 de julho de 2011. E não falo só das músicas, da conversa, do outro "eu" em ti e do seu "eu" em mim. Não falo dos filmes, dos lugares, dos momentos que ainda não foram vividos e que não sabemos se irão ser. Não falo desse tempo cinza lá fora, dessa chuva que vai e volta. Do vento frio, do universo inteiro em tormento e nós dois aqui inerte ao frio, ao vento, a chuva. Quentes!
Quero que seja eternizada essa simplicidade, essa nossa brincadeira de dizer a verdade, de querer conhecer a outra alma, a outra aura, sem pedir nada em troca, nada de volta.
Quero lembrar de hoje no futuro, quando o mundo não for mais seguro, quando estivermos atravessando outras estações, em caminhos contrários, em caminhos errantes. Vamos sorrir por termos sido pessoas simples, com vontades simples e sentimentos certos. Nada perversos, nada enganoso. Quero eternizar hoje e guardar aqui dentro nesse coração negro, gelado o pouco de calor que senti a cada descoberta , a cada linha escrita.
Não quero que desapareça tudo que conversamos, tudo que não evitamos, e a maneira como encaramos , um dia frio, como um verão ensolarado.

Ir...

Não tenho pra onde ir , ma eu quero seguir. Adiante, olhando sempre pra frente. Navegando...
Importa apenas que quero seguir, bravamente resistindo contra a calmaria da infelicidade desse mundo falso de gente artificial que não sentem , que não falam , que não ouvem..

terça-feira

das verdades...

Tem dias que eu visto minha fantasia de otária.

segunda-feira

O Curioso caso de Benjamin Button

Como é que um homem deste mundo é capaz de realizar um filme desta sensibilidade?
A vida é , por si só, única, curta e inesperada. Quantos amores não perdemos? Quantas lágrimas já não choramos?
Quantas vezes a covardia ou o medo nos tomou conta?
Quantas esperanças não guardamos, e perdemos, nestes anos de solidão? E, claro, quantas alegrias não temos, quantas vezes não rimos, quantas noites não amamos, quantos lugares não descobrimos, de crianças a adolescentes, de adultos a velhos?
Sem palavras pra tudo aquilo que sentir antes e depois de ver esse filme.
A única coisa a fazer é inspirar uma e outra vez, relembrar algumas cenas, guardar certas verdades na memória.
"Para o que vale a pena? nada é muito tarde, ou no meu caso muito cedo – para ser quem você quer ser. Não há tempo limite; você para quando quiser. Você pode mudar, ou ficar igual – não há regras para isso. Nós podemos tirar o melhor ou o pior disso. Eu espero que você tire o melhor. Eu espero que você veja coisas que te deixem sobressaltada. Espero que você sinta coisas que nunca sentiu antes. Eu espero que você conheça pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que se orgulhe. Se você ache que não está acontecendo, eu espero que você tenha a força para recomeçar tudo de novo."

Constatação...

Olhe, esperar é uma das torturas mais crueis que alguém pode fazer com ou por outra pessoa.

sábado

Quanta sensibilidade, Pethit.

Ciranda de sentimentos...

Por mais que eu sinta aquele suspiro assistindo Woody Allen, por mais que sinta arrepios quando escuto Norah Jones, por mais que cante com convicção Cazuza dizendo que quero a sorte de um amor tranquilo. Por mais que chore assistindo o "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" que há amores e pessoas que jamais podem ser apagadas , por mais que sinta um frio na espinha cada vez que ouço " abra os teus armários, eu estou a te esperar". Por mais que sinta um filete no peito, por mais que escreva cartas de amores, por mais que invente lágrimas, por mais que eu guarde os encontros perdidos, por mais que eu olhe em volta e veja centenas de almas buscando em alguém solução pra todas as dores.
Eu não sei amar.
O amor pra mim é aquele soluço, aquele grito em silêncio ensurdecedor. É aquele quase do Érico Veríssimo. Amar pra mim é como um tiro, parte, dispara, sangra e dói. Amar é viver essa falta ilusão de lacunas preenchidas por alguém que fica, preenche e se vai. Se vai sem olhar pra trás, sem peso, sem bagagem, sem mágoa. Fica só você e as lacunas, novamente vazias.