sábado

Ciranda de sentimentos...

Por mais que eu sinta aquele suspiro assistindo Woody Allen, por mais que sinta arrepios quando escuto Norah Jones, por mais que cante com convicção Cazuza dizendo que quero a sorte de um amor tranquilo. Por mais que chore assistindo o "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" que há amores e pessoas que jamais podem ser apagadas , por mais que sinta um frio na espinha cada vez que ouço " abra os teus armários, eu estou a te esperar". Por mais que sinta um filete no peito, por mais que escreva cartas de amores, por mais que invente lágrimas, por mais que eu guarde os encontros perdidos, por mais que eu olhe em volta e veja centenas de almas buscando em alguém solução pra todas as dores.
Eu não sei amar.
O amor pra mim é aquele soluço, aquele grito em silêncio ensurdecedor. É aquele quase do Érico Veríssimo. Amar pra mim é como um tiro, parte, dispara, sangra e dói. Amar é viver essa falta ilusão de lacunas preenchidas por alguém que fica, preenche e se vai. Se vai sem olhar pra trás, sem peso, sem bagagem, sem mágoa. Fica só você e as lacunas, novamente vazias.