terça-feira

Desamor.

Me tornei a mais descrente em relação ao amor. Prefiro acreditar em saci, fadas, vampiros do que nessa palavrinha chamada amor. Meu respeito por ti, amor, morreu dentro de mim. Já não te faço mais favores ou pelo menos evito criar expectativas em cima de você, não vale a pena.
As pedras que cruzaram meu caminho me ensinaram mais do que meus livros, meus filmes e tudo aquilo que já li, escutei durante essa vida.
 Deixei de acreditar nos pra sempre, no Something dos Beatles e tenho a certeza que nunca sentirei o que o quarteto sentia quando tocavam essa música.
Me tornei cínica em relação ao amor. Descobri que ele não está em todo o lado, nem a toda hora. É preciso espaço para se conseguir amar, é preciso tempo e mais do que tudo isso, é preciso paciência.
Você, amor, exige muito só que não promete nada. Tenho que me lembrar disso antes de cada lágrima.
Deixei de acreditar em você, quero falar contigo de forma prática, sem envolvimento e sem expectativas.
Sim, eu sei que meu coração não vai bater da mesma maneira para sempre, por isso entre amar e não amar é praticamente a mesma coisa.
Portanto, amor. Vá de vez, fechei a porta e não me volte mais. Vê se dessa vez demora mais que uns meses, mais do que estações pra poder voltar a me cumprimentar. Nada mais que isso.
Sejamos práticos.
Vá.