quinta-feira

Em silêncio ela pega uma faca e a enfia em seu próprio peito, apoia a faca ensanguentada sobre a mesa, arranca seu coração, o põe no prato e entrega a ele. - É para você. - ela diz. Ele continua sem entender o que ela está querendo fazer. - Você está percebendo que eu estou terminando com você, né? Ela simplesmente continua a falar: - É uma coisa estranha... Na verdade, ele é seu agora. Eu não sei porque funciona assim, mas eu nunca vou conseguir te superar. Então de agora em diante, todo garoto que eu conhecer vai ser meticulosamente comparada a você, e, infelizmente, nenhum deles vai chegar a altura da falsa memória do que nós dois "tinhamos". - Hum, bom... Talvez eu possa ficar com ele um pouco e usar para algumas coisinhas como... Sei lá, se eu estiver tendo um dia muito ruim, se eu precisar de alguém pra conversar ou pra mudar alguma coisa de lugar e então, eventualmente, eu te devolvo quando nós encontrarmos outras pessoas. Ela pacientemente a responde: - Infelizmente não vai funcionar desse jeito. E ele sem entender o pergunta: - Porque não? E ela a explica: - Bem, agora que você tem meu coração, eu sou basicamente uma cavidade vazia por dentro. Na falta de um termo melhor, sem-coração. Eu agora tratarei todos os homens que eu conhecer com um comportamento passivo-agressivo, arruinando relacionamento atrás de relacionamento por vários e vários anos.